O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, associação fundada em 1862, é uma das mais antigas e atuantes instituições culturais do país. É o Instituto Histórico estadual mais antigo, sendo superado em primazia apenas pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838). Foi a instituição pioneira na sistematização dos estudos sobre a história de Pernambuco e dos estados vizinhos, bem como na preservação das fontes e dos fundos bibliográficos de interesse para nossa história.
A iniciativa da fundação do Instituto Arqueológico partiu de Joaquim Pires Machado Portela (1827-1907). Na época da fundação do sodalício, ele exercia o cargo de diretor da Instrução Pública Provincial, o que corresponderia atualmente ao posto de Secretário da Educação. Apesar de ter se formado em Direito, Portela foi professor de História e Geografia em vários colégios. Também foi colaborador assíduo de vários periódicos políticos e literários desde a época de estudante. Portela liderou o grupo inicial de cinco intelectuais que promoveram a fundação do Arqueológico. Este grupo era composto também por Antônio Rangel Torres Bandeira (1826-1872), Salvador Henrique de Albuquerque (1813-1880), Antônio Vitrúvio Pinto Bandeira e Acioli de Vasconcelos (1829-1904) e José Soares de Azevedo (1800-1876). O primeiro presidente do IAHGP foi o monsenhor Francisco Muniz Tavares, que foi participante da Revolução de 1817 e escreveu uma história do movimento.
Ao longo de sua história o IAHGP contou com renomados intelectuais em seus quadros sociais, destacando-se, entre outros, Joaquim Nabuco, Manuel de Oliveira Lima, Alfredo de Carvalho, Francisco Augusto Pereira da Costa, Mário Melo, José Antônio Gonsalves de Mello e José Luiz Mota Menezes.
Antecipando as atuais preocupações com o patrimônio histórico, empenhou-se na luta pela identificação, estudo e preservação de alguns dos mais importantes sítios históricos de nosso estado. Permanece nesta luta até os dias de hoje, pois, apesar de todos os avanços vivenciados por nossa sociedade, ainda não se desenvolveu plenamente a consciência da importância da história de um povo na construção do futuro de uma nação.
O Instituto Arqueológico é hoje um centro de referência para pesquisadores de várias áreas do saber, oriundos não só de Pernambuco, mas de outros estados do país e de países estrangeiros. Seus vastos fundos documentais e bibliográficos atraem pessoas interessadas em estudar e divulgar conhecimentos sobre o nosso passado e nossa herança cultural. Seu acervo museológico tem sido utilizado com fins didáticos e turísticos, recebendo numerosas visitas.